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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

PROSA POÉTICA DO NATAL E ANO NOVO DA TURMA DA CANCELA

Um princípio de chuva me pega na curva aqui na Rua da Cancela. Isto não me perturba, ando na tarde turva debaixo de minha umbela, só para ver como está, ela, minha querida Maristela, que me olha de sua fria janela.

Não consigo entender porque toda vez que passo em frente à casa de Maristela, e ela sempre está na janela, cai uma chuva nada singela. Por isso, sempre que vou para lá, levo debaixo do braço a minha umbela. Sou apaixonado, não sei se por ela ou por Maristela, que para mim não dá nenhuma olhadela.

Minha querida Maristela, aquela que adora ficar na janela, sem me dar nenhuma trela, ganhou um prêmio, pois foi sorteada sua cartela, mas gastou tudo em pão, queijo e mortadela. Do que recebeu, só lhe sobrou bagatela, o que só deu pra comprar uma blusa amarela. Que azar o dela. Ficou tão triste, que chorumela! Fez mais água que a chuva na cancela. Teve que tomar chá de pimpinela para evitar sequela. Mais uma vez eu usei minha umbela, desta vez com mais cautela, para não molhar minha canela.

Resolvi deixar de paquerar Maristela, que nunca sai do "trono" de sua janela. Agora só tenho olhos para Anabela, uma criativa artista que se estabelece e mora na Mirandela, onde faz seus trabalhos em óleo, acrílica e aquarela, por vezes à luz do sol, e outras vezes sob branda luz de vela. Agora estou na dela!

Eu estava assistindo um jogo de futebol no campo da viela, quando, no mesmo momento em que o atacante do meu time fez um gol com um belo chute de trivela, apareceu de repente, em minha frente, Maria Manuela, com jeito galhofeiro, e fumando uma fedorenta filterela, lançando para mim uma marota piscadela. Abastada, é ela, pois tem dois empregos, sendo um deles na feira de domingo vendendo berinjela, e outro no boteco da esquina, fritando moela. Dizem as más línguas que, há muito tempo, sobrevivo do soldo dela, mesmo sob a dura vigilância de Anabela. Por isso, vou me mandando, pois a mesma me escalpela se me pegar nessa flagrante escorregadela. Mas, mesmo assim, vou dar um jeito de passar o Natal na casa da Rafaela, e o Ano Novo em companhia da Gabriela. Hoje em dia, é assim que rola, vejam só, que mazela!

Um comentário:

  1. Adorei essa história bela e li sem dar nenhuma piscadela.

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