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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

SÓ PALAVRAS


Com  jeito  de  poita

Tão-só   gente afoita

Mergulha   de   toita


E se alguém  se  solta 

Em   água  que  ilude

Se   vai   e  não  volta

Em mui calmo açude 

domingo, 10 de novembro de 2024

sábado, 9 de novembro de 2024

COMPARAÇÕES PESSIMISTAS


Lá  no   alto  está  bel  montanha

Rodeada    de    abissos   mortais

Nenhuma  altura,  da sua, ganha

Não   vi   gigantes   a   ela, iguais


Aqui    embaixo,  desce   a    vida

Tudo   que  sobe   daqui, vai  cair

Sobre  passado  de  hora perdida

Onde   presente   devora    porvir

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

VIVE A HORTA



Ontem foi só chuva e  vento

Nem tudo ficou por um  triz

Nada    afetou   o    alimento

Que  vem   lá  da  horta feliz

A SOMBRA

          Há alguns anos, li alguma coisa sobre a competição de mágicas entre um profeta e um mago. A mesma teve início e, durante bom tempo, se manteve equilibrada, até chegar o momento em que o profeta passou ter melhor desempenho na contenda e acabou por vencê-la. 

          Esse episódio me fez recordar minhas leituras sobre o tema do arquétipo. Comecei, deste modo, a ser invadido por um certo sentimento ou, por assim dizer, delírio inspirado, que me fez passar a supor que o mago e o profeta seriam a mesma pessoa, ou seja, o mago seria o arquétipo sombra do próprio profeta. Eles teriam até nomes parecidos. Ocorre que, naquela hora, resolvi deixar o assunto de lado. Porém hoje, tive vontade de trazê-lo de volta. 

(Referências sobre a sombra e demais arquétipos: Carl Gustav Jung)

DESCULPE, FOI SEM QUERER

  

         Certa vez, alguém me perguntou se a zebra é um cavalo branco com listras negras ou um cavalo negro com listas brancas. Achei a pergunta um tanto ou quanto inusitada. Por isto, de plano, respondi: "Na minha opinião, é uma cavalgadura listrada."  

          Neste momento, aquele alguém ficou sem graça e chateado, pois sua blusa apresentava listas também. Depois é que me dei conta disto. Que grande mico, eu paguei! 

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

SOLIDÃO E SOLITUDE


Dizem que sou solitário

Mas  não  é  bem  assim

Eu sou um ser solidário

Solidão  precisa de mim

POEMÁTICO DELÍRIO


O dia passa

O barco chega

Noite  é escassa

Nada   aconchega 


Manhã se nega, atrás do  monte

A   folha  é  seca,  vida  não  tem

Manhã   não   vê  seu   horizonte

Está  tão  longe, em céu  de além

terça-feira, 5 de novembro de 2024

SUBLIMAÇÃO (poema surrealista)


O diálogo, em arte sensível 

Com o  mais criativo artista

Sublimando o gozo erotível

É um sonho  de psicanalista

TROÇA INFAME


           Com base em mais um contato com seres de outros orbes, trago aqui o caso de um ser extraterrestre que, por causa de uma pane ocorrida em sua nave, não teve outra alternativa senão fazer uma aterrisagem forçada dentro de um conhecido rio localizado em São Paulo. 

           Como eu estava perto da margem, resolvi ajudá-lo a sair daquela situação. Sem muito pensar, mergulhei nas turvas águas, conseguindo livrá-lo de sofrer um trágico afogamento. 

           Como típico carioca que sou, logo lhe perguntei: "Você está bem, tio"? Contudo, ele nada respondeu, demonstrando não entender minha linguagem. 

           Assim, pude compreender que estava diante de um ET, ou melhor, um "tio ET".  

PEDRA VÍTREA


Uma pedra achei na praia

Onde a água invade rasa

E a levei à minha casa


Uma pedra grande e bela

Que com vidro se parece

Quem a vê jamais esquece


Está no chão do meu jardim

Onde flor esbanja cor

E exala todo olor


Mineral não sente nada

Mas quem sabe tem as vias

De ocultar minhas manias

sábado, 26 de outubro de 2024

ORAÇÃO PEDE PERDÃO

Em vão,

Eu teimo em falar

Daquilo que não é pecado,

Mas, pelos meus poros, pecando.


E sei,

Que não quero ficar,

Diante de tudo, a salvo,

Mas, de outro feito, pecando.


S' eu sei, 

Qu' é difícil seguir,

Sentindo-me na vida, calmo,

Sem persistir no qu' é pecado,


Pensei:

Eu devo admitir,

Que sou tão-só ser vivo frágil

E não sei viver sem pecado?


Obs: questão filosófico espiritual para refletir.



 

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

REPETIÇÃO


Anos atrás, morei num local onde tinha um hospício, bem em frente à minha casa. Nele, havia um interno que todo dia pulava por cima do portão e fugia. Depois de muito trabalho,  traziam-no de volta. Era sempre assim. Ninguém conseguia contê-lo. Um dia, resolvi dar minha sugestão. Na verdade, há muito eu reparava que o homem saltava sobre o mesmo portão, mas sempre de modo idêntico. Por isso, sugeri que deixassem o portão aberto, o que foi feito. Deu certo, pois o louco não mais fugiu. É que sua  questão era, por algum motivo, pular sobre aquele determinado portão. A fuga era só uma consequência.

SENTIR E REFLETIR

Não existe o "sem sentido". Há em tudo que existe, pelo menos, um sentido, até mesmo no que se refere à busca da total falta de sentido.

CALÍOPE


Tudo em mim a ti comove

Faça noite faça dia

Seja uma seja nove

Sou eu a tua via


Sou a tua poesia

O belo que se move

Numa boa empatia

Nobre céu que te envolve

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

TONALIDADE DA ALMA


Em meu som, tive esperança

Mas, de acordes, não passei

Hoje embargo a lembrança

De canções que não cantei

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

PESSOALIDADE DA CHUVA


Eu, ao tempo em que canto

Ao redor, voz de vento

Chovo-me em eu de pranto

Desamor que invento


Mas um tempo de espanto

Eu, em paz, apresento

Saldo-me em eu de encanto

No amor de momento

PORTA DA APÓCOPE


Refere-se, a porta

Ao mero ficar

A porta, reporta

Não há bel passar

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

domingo, 13 de outubro de 2024

Bobagem

 Deixei de escrever besteira, prefiro escrever bobagens. Isso não é uma besteira? Estou confuso.