A parede se cala
Medo dá, onça irada
Fera de quadro pintado
Que tem o dente afiado
Riso de obra velada
A devorar a sala
A parede se cala
Medo dá, onça irada
Fera de quadro pintado
Que tem o dente afiado
Riso de obra velada
A devorar a sala
Anos atrás, morei num local onde tinha um hospício, bem em frente à minha casa. Nele, havia um interno que todo dia pulava por cima do portão e fugia. Depois de muito trabalho, traziam-no de volta. Era sempre assim. Ninguém conseguia contê-lo. Um dia, resolvi dar minha sugestão. Na verdade, há muito eu reparava que o homem saltava sobre o mesmo portão, mas sempre de modo idêntico. Por isso, sugeri que deixassem o portão aberto, o que foi feito. Deu certo, pois o louco não mais fugiu. É que sua questão era, por algum motivo, pular sobre aquele determinado portão. A fuga era só uma consequência.
Não existe o "sem sentido". Há em tudo que existe, pelo menos, um sentido, até mesmo no que se refere à busca da total falta de sentido.
Tudo em mim a ti comove
Faça noite faça dia
Seja uma seja nove
Sou eu a tua via
Sou a tua poesia
O belo que se move
Numa boa empatia
Nobre céu que te envolve
Em meu som, tive esperança
Mas, de acordes, não passei
Hoje embargo a lembrança
De canções que não cantei
Eu, ao tempo em que canto
Ao redor, voz de vento
Chovo-me em eu de pranto
Desamor que invento
Mas um tempo de espanto
Eu, em paz, apresento
Saldo-me em eu de encanto
No amor de momento
Deixei de escrever besteira, prefiro escrever bobagens. Isso não é uma besteira? Estou confuso.
"Acredito que ninguém pode ser tão-só racional ou somente emocional, uma vez que, tanto razão como emoção, são como dois pratos de uma balança responsável pela exclusividade do equilíbrio humano."
Depois de um longo tempo ausente decidi dizer besteiras novamente, e pra começar estou fazendo essa besteira.